Dicas de Saúde
Insônia? Exercício Físico ajuda, mas não antes do sono!
 

É recomendável ficar pelo menos seis horas em repouso após as atividades

 

Praticar exercícios físicos faz bem à saúde. Disso, todos sabem. Porém, a maioria da população não descobriu os efeitos que o esporte tem sobre o sono e o quanto ele ajuda a tratar problemas como a insônia e até a apneia do sono, em decorrência da diminuição da gordura corporal e consequente abertura das vias aéreas durante a noite.

 

Vários estudos estão sendo feitos sobre o efeito da prática de exercício no sono, e os resultados mostram que os sedentários têm uma relação muito mais atribulada com a cama do que aqueles que praticam esportes regularmente e cuidam da respiração e da parte aeróbia do organismo com mais cuidado.

 

Além de dar ao corpo um sinal de que ele precisa de descanso após trabalhar vigorosamente por alguns momentos, o esporte ajuda no emagrecimento.

 

A perda de peso vai acarretar em menor quantidade de tecido adiposo na região do pescoço. Assim, a pressão sobre as vias aéreas será menos intensa, ajudando o organismo contra o ronco e a apneia.

 

Desde as primeiras pesquisas sobre a influência dos exercícios físicos no sono, ocorridas há cerca de três décadas, muitos avanços foram feitos, embora a prática de esportes ainda não seja um dos tratamentos mais prescritos por médicos na hora de curar a insônia ou a apneia do sono.

 

Um dos motivos é a resistência de muitos pacientes ao esforço que uma prática física traz. Além de ser um tratamento de longo prazo, ela requer uma mudança drástica no parcelamento temporal das atividades cotidianas.

 

Porém, é importante alertar que os exercícios físicos devem ser feitos no mínimo seis horas antes da hora de dormir.

 

Segundo a neurologista e responsável pelo Laboratório do Sono do hospital São Luiz, Rosa Hasan, a elevação da temperatura corporal prejudica o descanso noturno e, portanto, as atividades devem ser feitas na parte da manhã ou tarde para aqueles que buscam melhorar o sono.

 

http://www.minhavida.com.br

 

Fonte:site Minha Vida 26/1/2011




Problemas de Pressão?
 

As doenças cardiovasculares são relativamente comuns na população geral e afetam a maioria dos adultos com idade cada vez menor. A hipertensão arterial, a dislipidemia e o tabagismo estão entre os mais expressivos fatores de risco para as doenças cardiovasculares. A hipertensão arterial conduz a um risco bem estabelecido para a doença coronariana. Um excesso de risco coronariano torna-se ainda mais evidente em sub-grupos de hipertensos, mesmo leves, mas com outros fatores de risco ou com lesões já estabelecidas em órgãos-alvo.

Contudo, o exercício físico pode ser benéfico para esses indivíduos. É sabido que, imediatamente depois de um período de exercício físico dinâmico, a pressão arterial do aluno hipertenso diminui para níveis inferiores aos observados antes do início do exercício.

A magnitude da queda de pressão também é bastante variável entre os estudos. Alguns pesquisadores observaram uma resposta média de queda de pressão arterial pós-exercício de 11 mmHg e 4 mmHg para pressão arterial sistólica e diastólica, respectivamente, em indivíduos hipertensos. Da mesma forma, outros pesquisadores relataram uma redução média de 6 mmHg para pressão arterial sistólica cerca de nove horas e 9 mmHg para pressão arterial diastólica cerca de 13 horas após um exercício físico em hipertensos leves.

Com isso, pode-se notar que o exercício físico pode ser benéfico para essa população de hipertensos que deseja se beneficiar da prática regular de exercícios físicos. Contudo, recomenda-se que o aluno hipertenso que deseja iniciar tal programa de atividade física procure profissionais especializados na área, que informarão sobre as avaliações iniciais e as condutas observadas durante os treinos.

Entre as principais avaliações iniciais encontra-se o teste ergométrico ou ergoespirométrico, que é caracterizado por um aumento ininterrupto de carga até a exaustão para a avaliação da resposta pressórica e possíveis alterações do eletrocardiograma. Valores elevados de pressão arterial no início do teste podem suspender a realização do mesmo. Valores normais de pressão arterial no início, mas com grandes elevações durante o teste, podem interromper sua realização, sugerindo que o aluno possui alguma alteração pressórica durante atividades com esforço.

Contudo, depois de feitas essa avaliação inicial e a consulta com um cardiologista, o aluno estará apto a iniciar um programa regular de atividade física sob a orientação de um professor de educação física, que passará a prescrição de treinamento físico com a intensidade, a duração e a regularidade ideais e adequadas à sua condição física para poder usufruir os benefícios circulatórios citados anteriormente.

 

www.areadetreino.com.br

Fonte:Área de Treino 26/1/2011




Jejum - Malhar em jejum ajuda na queima de gordura?
É comum ouvir relatos de pessoas que preferem realizar seus treinos em jejum. Alguns dizem que por treinarem muito cedo, se sentem indispostos para comer algo logo de manhã, alegando desconforto ou mesmo falta de vontade. Outros dizem que se exercitam em jejum por puro hábito, ou ainda, que o treino em jejum ajudaria a "queimar mais gordura".

Em todos os casos existem problemas. Para os que não têm o hábito de comer algo logo após acordar, fica aqui a recomendação: mudem esta rotina! O café da manhã (ou o desjejum) deveria ser a nossa forma primária de fornecer energia ao o corpo, que já está algumas horas sem alimento.

Achar que fazer exercício sem o consumo energia facilita o emagrecimento é um erro, pois para ativar a queima de gordura é necessário um pouco de carboidrato antes do treino para pouparmos a musculatura. Se malharmos em jejum o corpo vai utilizar a músculo como fonte de energia e não a gordura. Para quem deseja diminuir o percentual de gordura é necessário fazer um pequeno lanche com carboidrato antes do exercício, pois se esse lanche for muito calórico a pessoa só irá queimar o que consumiu antes da atividade, e não as suas reservas de gordura.



Corrida - A IMPORTÂNCIA DA NUTRIÇÃO
Comece a mudar!


•   Nunca corra em jejum. Este hábito não fará com que perca “peso saudável”, e sim massa muscular.

•   Dê preferência aos alimentos ricos em carboidratos antes da corrida. Esta será sua principal fonte de energia. Exemplo: barra de cereal, frutas frescas e desidratadas, pão integral

É importante repor o que foi gasto durante a corrida. Reponha com carboidratos e proteínas magras.

•  Treinos intensos e/ou de longa duração exigem consumo extra de carboidratos. Este pode ser feito por isotônicos ou suplementos nutricionais (maltodextrina). Mas este uso deve ser orientado por um nutricionista.

•   Hidrate-se antes, durante e depois do treino. Não espere a sede chegar.


Existe o corredor que começou no esporte para não ficar parado. Outros praticam por prazer, para superar desafios. E ainda, aqueles que praticam para comer à vontade, sem culpa.

Mas quando se apaixona pela corrida, a vontade de melhorar o desempenho a acompanha.

Mas muitos não sabem que pequenas mudanças nos hábitos alimentares podem ser decisivas e fundamentais para elevar a performance.

A corrida, quando bem orientada, e associada a uma alimentação balanceada, só trará benefícios a sua saúde, melhorando a qualidade de vida e o bem estar.



Vídeo - Porque a Saúde depende da Atividade Física
Este vídeo é uma grande aula para quem busca explicações quanto aos benefícios da atividade física para se alcançar a Qualidade de Vida

http://www.youtube.com/watch?v=L6FOwsyTrBc&feature=player_embedded

"se você não tiver tempo para cuidar de sua saúde, precisará de tempo para cuidar de suas doenças"



Vídeo - Quais os Benefícios da Atividade Física?
Assista este vídeo e entenda porque é tão importante levantar do sofá!!!

http://www.youtube.com/watch?v=0XWV7kx9fwk&feature=fvw



Emagrecimento - MUSCULAÇÃO EMAGRECE?

Emagrecer com saúde não significa perder peso, mas, aumentar a massa magra e diminuir gordura. E, é isso que a musculação faz. Afinal de contas, você prefere emagrecer e ficar flácido ou emagrecer com músculos erijecidos?

O melhor a fazer é associar a dieta aos exercícios aeróbios e a musculação. Estudos comprovam que a musculação acelera o metabolismo, favorecendo a queima de gorduras pelo organismo.

Apesar de na musculação você não queimar gordura como fonte de energia, durante o esforço existe um processo chamado gliconeogênese, que é a utilização de gordura para repor as calorias perdidas durante o treino. Com o metabolismo acelerado, você continua queimando a gordura por muito tempo depois da atividade física.

Enfim, tanto a atividade aeróbica quanto a musculação proporcionam a perda de massa gorda. E qual das duas proporciona maior queima? Isto vai depender da intensidade, duração e também da sobrecarga da musculação.

Em geral a atividade aeróbica mostra uma queima calórica maior do que a musculação. Mas isto não torna a musculação menos importante. Um trabalho de fortalecimento muscular pode ajudar nas suas atividades diárias, melhorar a sua postura, evitar lesões comuns em atividades aeróbias e outros benefícios, além de ajudar na queima de massa gorda.




Envelhecimento - NÃO DEIXE ELE TE DERRUBAR!

Quando tarefas comuns como pegar o neto no colo, ir ao supermercado ou simplesmente manter-se em pé tornam-se um tormento, é hora de o idoso pensar em praticar alguma atividade física. Exercitar o corpo melhora, e muito, a qualidade de vida de pessoas da terceira idade, pois aumenta a resistência e a força musculares. Se para qualquer um exercícios físicos trazem benefícios, para os idosos as vantagens se multiplicam.

As principais mudanças percebidas no envelhecimento são o aumento na quantidade gordura presente no organismo, a redução da força muscular, a diminuição da massa óssea (osteoporose), o enfraquecimento dos tendões e ligamentos, a perda dos reflexos de ação e reação e menor habilidade motora. A lista de problemas decorrentes na terceira leva o idoso a apresentar menos equilíbrio e, com isso, ficar mais propenso a quedas, que constituem a primeira causa de acidentes em pessoas acima de 60 anos.

Nos mais velhos, as consequências dos tombos são potencializadas – mesmo quando não se machucam, é possível que sofram um grave trauma psicológico. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), cerca de 5% das quedas levam a fraturas. As mulheres se machucam mais ao cair, mas nos homens o risco de falecer é maior. A redução dos movimentos e a dor podem causar isolamento devido à diminuição da auto-estima: as fraturas podem tornar os idosos mais dependentes da ajuda de terceiros para afazeres diários.

O problema se agrava ainda mais com os gastos necessários para o tratamento, que sai caro em muitos casos. Uma prótese de quadril, por exemplo, pode passar dos R$ 10 mil reais, sem contar os custos com implantação e recuperação. Por isso, a prevenção é o remédio que sai mais barato.

Os exercícios – além de combater a obesidade, evitar ou retardar o surgimento de diabetes e melhorar a capacidade de respiração – reduzem a perda da massa óssea e podem até recuperá-la. Com ossos e músculos fortes, os riscos de queda e fratura diminuem. O fortalecimento muscular também ajuda a diminuir as dores provenientes de doenças como tendinite, artrite, bursite, artrose e amenizar problemas de coluna.
 
Além do mais, a prática de atividades físicas após os 60 anos se torna importante por combater a depressão, problema frequente nessa faixa etária. O idoso que pratica esporte se sente mais bonito, independente e capaz. A sensação de bem-estar proporcionada pelo bom condicionamento físico pode atuar como catalizador dos relacionamentos interpessoais e estimular a superação de pequenos desafios que até então pareciam insuperáveis.

É claro que, para idosos praticarem atividades físicas, é necessário a orientação e o acompanhamento de especialistas, que devem desenvolver um programa sob medida para cada área. Com a devida prescrição profissional, você vai derrubar a velhice antes que ela derrube você.

Por que se exercitar na terceira idade?

Os benefícios geralmente relacionados à prática de atividades físicas na terceira idade são:

- Aumentar a autonomia e a sensação de bem-estar;

- Melhorar o condicionamento cardiovascular;

- Ganhar mais força muscular

- Manter e desenvolver a coordenação, o equilíbrio e a flexibilidade;

- Incentivar o prazer pela vida e o convívio social;

- Controlar o peso;

- Promover o relaxamento

- Diminuir a ansiedade, a depressão e a insônia;

- A conservar a libido e o vigor sexual.




Remédios - EXERCÍCIOS SUBSTITUEM OS REMÉDIOS

Por Fabio Reynol - Agência FAPESP - Um estudo verificou que mulheres acima de 60 anos que praticam 150 minutos por semana de atividades físicas moderadas, como caminhadas, consomem menos remédios em comparação às que não têm o mesmo hábito.

A conclusão é de Leonardo José da Silva, no trabalho de mestrado "Relação entre nível de atividade física, aptidão física e capacidade funcional em idosos usuários do programa de saúde da família", realizado na Universidade Federal de São Paulo com Bolsa da FAPESP.

Silva acompanhou 271 mulheres com idade acima de 60 anos que participaram do Programa de Saúde da Família, organizado pela Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

As participantes que cumpriram um programa de exercícios variados de no mínimo 150 minutos semanais apresentaram consumo de medicamentos 34% menor em comparação às mais sedentárias.

"Esse tempo mínimo de exercícios de 2,5 horas semanais é preconizado pela American Heart Association e pelo American College of Sports Medicine", disse Silva à Agência FAPESP. Com menos de 10 minutos semanais de atividade física o indivíduo é considerado sedentário e entre 10 minutos e 150 minutos de exercícios por semana ele é categorizado como insuficientemente ativo.

Os resultados do estudo de Silva foram apresentados em maio no 3th International Congress Physical Activity and Public Health realizado em Toronto, no Canadá.

Silva contou com uma parceria entre a Unifesp e o Centro de Estudos de Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs). Guiomar Silva Lopes, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp e orientadora de Silva, considera o programa oferecido pela cidade paulista aos idosos uma valiosa fonte de pesquisa. "Trata-se de uma população pequena e estável, o que facilita o acompanhamento dos participantes durante prazos mais longos", disse.

As atividades físicas disponibilizadas incluem caminhadas, exercícios de aprimoramento de força muscular, equilíbrio, flexibilidade e capacidade aeróbica. Há também visitas domiciliares feitas por agentes de saúde, nas quais os idosos são incentivados a praticar atividades físicas frequentes, como ir ao mercado ou fazer um passeio a pé.


O consumo de remédios das participantes da pesquisa foi avaliado por meio do cadastro da Secretaria Municipal da Saúde de São Caetano do Sul. Na base de dados estão registradas informações relevantes sobre todos os participantes do Programa de Saúde da Família, incluindo os medicamentos consumidos regularmente.

Economia de medicamentos

Segundo Guiomar, os resultados do estudo poderão subsidiar políticas públicas que incentivem a atividade física visando à prevenção e controle das doenças crônicas associadas ao envelhecimento, reduzindo despesas com medicações e internações.

"Podemos perceber a importância desse estudo ao constatar que o idoso consome, no mínimo, cinco medicamentos associados a doenças ligadas ao envelhecimento", disse a orientadora.

A relação causa e efeito entre atividade física e consumo de medicamentos ainda está sendo estudada. A redução dos níveis de pressão arterial proporcionada pela atividade física é uma das hipóteses levantadas pelo estudo de Silva, uma vez que a doença é uma das mais comuns entre a população idosa, estando presente em mais da metade das pessoas acima de 60 anos.

O diabetes, com prevalência de 25% entre idosos, é outra enfermidade afetada pelo nível de atividade física. "Há estudos indicando que exercícios respiratórios aumentam a sensibilidade do organismo à Insulina", comentou a professora da Unifesp.

Esse efeito é importante para as pessoas em cujos organismos a insulina não atua de maneira eficiente. "A resistência à insulina tem alta prevalência na população idosa e se caracteriza pela menor resposta à insulina, com aumento discreto da glicemia e da insulinemia. Estes fatores juntos contribuem para a obesidade e o aumento do risco de doenças cardiovasculares", disse.

As mulheres são as que mais se beneficiam da prática de atividades físicas, no caso levantado em São Caetano do Sul. Guiomar conta que a pesquisa se restringiu ao público feminino porque ele representa a grande maioria dos participantes do programa.

A professora ressalta que não são completamente conhecidas as razões que levam a menor participação masculina nessas atividades. "Sabemos que a mulher tem expectativa de vida um pouco maior do que a do homem, aumentando a frequência de mulheres viúvas e sozinhas, porém esse fato não explica a absoluta ausência masculina", disse.

Segundo Silva, o estudo destaca o fortalecimento da medicina preventiva, área que se encontra em crescimento e tem laços com a educação física. "A prescrição de medicamentos ainda é preponderante na prática médica. Podemos diminuir esse consumo de remédios com métodos de prevenção baratos e simples como a atividade física", sugeriu.

www.areadetreino.com.br
Fonte:AGENCIA FAPESP 28/7/2010




Melhor Idade - MUSCULAÇÃO COMO TRATAMENTO

 Até muito pouco tempo atrás a musculação era vista e conhecida como uma "fábrica de músculos", em que os praticantes eram apenas homens grandes e fortes e as mulheres "saradas".
 
 Felizmente essa visão vem mudando graças ao grande número de pesquisas científicas que vem sendo realizadas sobre este assunto.
 
 O público que vem sendo mais beneficiado através da musculação, com melhoras expressivas na qualidade de vida são pessoas na Melhor Idade.
 
 Nessa faixa de idade a musculação bem orientada pode e deve ser utilizada como tratamento e prevenção de várias doenças, em especial: a doença no coração (coronariana), a pressão alta (hipertensão arterial), diabetes do tipo II (mais comum após os 40 anos), obesidade, osteoporose, neoplasias do cólon, ansiedade e depressão. Os aspectos mais favoráveis são:
 
- Aumento do colesterol bom (HDL).

- Redução dos triglicerídeos.

- Redução da pressão alta (arterial) ou até redução da quantidade de medicamentos.

- Redução da tendência a arritmias, devido à diminuição da sensibilidade à adrenalina causada pelo estresse.

- Aumento da sensibilidade das células à insulina, auxiliando indivíduos com diabetes tipo II.

- Estímulo ao metabolismo dos carboidratos gastando mais energia e auxiliando no emagrecimento.

- Estímulo hormonal equilibrado para as necessidades do organismo.

- Estímulos imunológicos, deixando o corpo mais resistente às implicações do dia a dia.

- Redução da gordura corporal devido ao maior gasto calórico.

- Aumento da massa muscular auxiliando nas atividades diárias.

- Tendência à elevação da taxa metabólica pelo aumento de massa muscular.

- Manutenção e em alguns casos até aumento da massa óssea para indivíduos com osteoporose ou osteopenia.

- Melhora da flexibilidade.
 
Esses aspectos só são demonstrados nos indivíduos praticantes de musculação, que possuem um acompanhamento seguro, eficaz, consciente e freqüente, que leva em consideração os aspectos individuais de cada participante. Segundo o último consenso do Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM), para o público da Melhor Idade é indicado realizar musculação três vezes por semana em dias alternados.
 
Não tenha medo, os músculos são os responsáveis pela sustentação e movimentação de todo seu corpo, se eles estiverem fortes, você poderá fazer muitas coisas.

Prof. Jeferson Luis da Silva, CREF 5383-G/SP, é educador físico, doutorando em Cardiologia pela Faculdade Medicina da USP - InCor, Membro da Sociedade Brasileira de Fisiologia do Exercício e possui trabalhos científicos expostos em congressos internacionais.


www.exercitandosaude.com.br
Fonte:Exercitando Saúde 30/6/2010




Você sente calor após exercitar-se? Entenda por que esta sensação continua mesmo após exercícios

Sensação de calor após exercícios é um tema mais complexo do que parece.
Dissipação retardada de calor e reparação tecidual pode ser algumas das causas.

É um dia frio e você acabou de terminar uma cansativa sessão na academia, suando em cima de uma esteira. Ou numa aula de spinning. Ou nadou quilômetros na piscina. Ou acabou de terminar uma longa corrida ou um duro percurso de bicicleta.

Agora você tomou um banho e trocou de roupa. Parou de transpirar, mas ainda se sente quente. Subitamente, sua casa fria e seu escritório não parecem mais tão gelados.

Pesquisadores de atividades físicas costumavam dizer que isso era um bônus do exercício --que você queima calorias não só enquanto se exercita, mas também por horas depois de parar, até mesmo pelo resto do dia. O exercício, eles diziam, tem um efeito significativo sobre a perda de peso graças ao chamado consumo de oxigênio em excesso pós-exercício.

Mas então apareciam aqueles "do contra", relatando que esse efeito era apenas um mito. O ritmo metabólico volta ao normal logo que o exercício chega ao fim, informaram pesquisadores.

Ainda assim, muitos que se exercitam insistem que deve haver alguma mudança em seu metabolismo. Se não, por que eles se sentiriam tão quentes? Se não é um ritmo metabólico acelerado, então o que é?

Paul Laursen, fisiologista de desempenho da Academia de Esportes da Nova Zelândia, compete nos triatlos Ironman. Os exercícios prolongados e intensos fazem parte de sua vida. Ele sentiu o efeito continuado, diz ele, após uma recente corrida de bicicleta de 90 milhas (cerca de 140 km).

"Era uma grande sessão de treino com amigos, os níveis de testosterona estavam altos, e estávamos todos tentando ultrapassar uns aos outros nas subidas", escreveu Laursen por e-mail. "Foi como se eu estivesse com febre pelo resto do dia. E continuou durante a noite. Minha esposa dormiu com uma coberta, mas eu quis somente o lençol. Meu corpo parecia uma fornalha".

Acontece que não existe uma resposta fácil para por que pessoas como Laursen se sentem tão quentes.

"De uma coisa temos certeza: seu metabolismo vai às alturas quando você se exercita", afirmou Nisha Charkoudian, professora de fisiologia na Faculdade de Medicina da Mayo Clinic, em Rochester, Minnesota.

"Então, quando você para, o fato interessante --e que não compreendemos-- é que sua temperatura corporal fica alta por cerca de duas horas."

Intensidade

O efeito depende muito da intensidade de seu exercício. "Se você sai para uma caminhada, sua temperatura não sobe tanto", disse Charkoudian, mas ao correr intensamente por uma hora, você pode ter o que se parece com uma febre: uma temperatura de aproximadamente 38ºC.

É um efeito que Glenn Kenny, professor da Escola de Cinética Humana e Ciências da Saúde da Universidade de Ottawa, passou anos pesquisando. Ele construiu uma máquina de US$ 1 milhão --a única do mundo, segundo ele-- que pode medir alterações minuto a minuto na perda de calor corporal.

Ela se parece com uma lata gigante. O indivíduo se senta em seu interior e pedala numa bicicleta reclinada. O dispositivo pode detectar a quantidade de calor dissipada pelo corpo do indivíduo a cada momento do exercício, e a cada momento do descanso pós-exercício, sob diferentes condições temperatura do ar maior ou menor, mais ou menos umidade.

A partir de experimentos com o dispositivo, Kenny descobriu a razão para o estado febril que aparece quando a temperatura básica do corpo está elevada: isso não ocorre porque você continua queimando calorias no mesmo ritmo do exercício, mas porque o corpo tem dificuldade em se livrar do calor adicional que foi gerado durante a sessão. A dissipação de calor é acentuadamente reduzida após o exercício: por algum motivo, o corpo simplesmente não consegue eliminar o calor extra que ganhou.

Kenny imagina que o efeito esteja relacionado aos efeitos do exercício sobre o sistema cardiovascular. Porém, mesmo se sentindo quente, você não está queimando mais calorias, diz ele, e portanto não irá perder mais peso.

Metabolismo

De outros estudos, onde mediu ritmos metabólicos, ele descarta afirmações de que o exercício também poderia elevar a taxa com que as pessoas queimam calorias nas horas subsequentes. Ele descobriu que qualquer efeito sobre o metabolismo pós-exercício era tão pequeno que chegava a ser imensurável, e tão passageiro que acabava em até cinco minutos depois da interrupção. Seus participantes, porém, não eram pessoas como Laursen.

Os participantes do Joseph LaForgia eram. Ou eram, pelo menos, atletas experientes. LaForgia, um fisiologista de atividades físicas da Universidade do Sul da Austrália, diz que as pessoas que se exercitam intensamente --fazendo corridas frequentes, por exemplo-- podem sentir um efeito metabólico prolongado. Suas taxas metabólicas podem subir e permanecer altas por sete horas depois do fim dos exercícios.

Mesmo assim, as calorias adicionais queimadas representavam cerca de 10% das calorias queimadas durante os exercícios intensos. Quanto às pessoas que se exercitavam moderadamente, como faz a maioria, o pequeno aumento no metabolismo não durou mais de duas horas e acumulou apenas 5% da quantidade queimada no exercício. E como uma sessão modesta de exercícios queima muito menos calorias que uma sessão intensa, as pessoas que se exercitavam moderadamente acabavam com uma queima adicional subsequente muito pequena.

Mas isso ainda deixa uma dúvida. Se sua taxa metabólica aumenta levemente, por que você se sentiria mais quente por até sete horas após uma malhação longa e intensa?

LaForgia diz não ter estudado as sensações de calor, e Kenny diz que se alguém se sente quente por tanto tempo, esse não seria um efeito da dissipação retardada de calor.

Em vez disso, a sensação poderia ser causada por outro efeito do exercício --os esforços do corpo em reparar sutis danos nos tecidos, causados por toda aquela atividade. O sistema imunológico pode entrar na jogada, assim como as enzimas que reparam músculos e precisam de energia produtora de calor.

Talvez os efeitos geradores de calor da reparação de danos sejam o motivo para Laursen ter chutado as cobertas naquele noite, após seu percurso de 90 milhas (cerca de 140 km).

Se esse for o caso, ele provavelmente não estava queimando muitas calorias extras. Porém, mais uma vez, a longa pedalada pelas montanhas da Nova Zelândia havia queimado mais do que o suficiente. 

Por GINA KOLATA
DO "THE NEW YORK TIMES"





• Orientações indicada pela Nutricionista Marina Lanza Pena

Rua Oscar Trompowski, 700 | Gutierrez | Belo Horizonte | MG - Fone: (31) 3332-1340 | (31) 2551-4038